terça-feira, 12 de outubro de 2010

Viagem a Feira Pet South em São Paulo!




 Essa foto, é na volta da viagem, por vota de 1:30 da manhã! 
ESGOTADA!!!






 Raul Seixas!!

Curso com Jonathan Skolimoski!







sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Eu comprei!! Vale a pena.

Pet shop Banho e Tosa!

Reflexões necessárias



A partir da década de 80, surgiram nos grandes centros urbanos mais desenvolvidos os serviços de banho e tosa nas clínicas veterinárias. Posteriormente, com os petshop, esses serviços passaram a um patamar de excelência, que até então não eram vistos com a mesma intensidade que conhecemos hoje. A grande explosão se deu nos anos 90, juntamente com o surgimento de inúmeras faculdades de medicina veterinária, cuja popularização se deu não só nos grandes centros, mas também na periferia das médias e pequenas cidades.

Inúmeros cursos para tosadores foram surgindo, o SENAC despertou para esta atividade, criando também o seu curso, pois a demanda por profissionais tornou-se uma necessidade imperiosa.

A indústria deu excelente contribuição, colocando à disposição desse ramo da economia, matéria-prima e equipamentos necessários ao desenvolvimento dessa atividade, cuja taxa de crescimento ultrapassa o do nosso PIB, chegando a 15% ao ano. As feiras pets no Rio e em São Paulo são um bom exemplo disso.

Além das clínicas, os serviços de banho e tosa passaram a ser oferecidos também por profissionais dos petshop desvinculados da atividade médica veterinária. Esses profissionais, guardadas as devidas proporções, carecem de uma boa formação acerca de diversos aspectos que envolvem as relações homem-animal, isto inclui: psicologia animal, estado de saúde, condições de higiene de pêlo, pele, práticas de relacionamento com os proprietários e melhorias na comunicação. Como consequência disso, vez por outra, são vítimas de inúmeras incompreensões por parte dos proprietários e por que não dizer, de alguns colegas veterinários.

Platão, 327 a.C. deu-nos essa máxima: “Bom seria se os filósofos fossem reis, ou os reis usassem a verdadeira filosofia para governar”. Querer que todos os veterinários sejam tosadores, ou que os tosadores usem a arte médica veterinária para prática de uma boa tosa, só mesmo em sonho de filósofo. Mas, em pleno século 21 podemos sim, ter profissionais que possam contar com o apoio dos médicos veterinários, do seu órgão de classe e das entidades vinculadas à medicina. Temos que enxergar os tosadores como nossos verdadeiros aliados, e não como adversários ou concorrentes. Por tratar-se de uma atividade tão difícil, extenuante e de vital importância para a sociedade e para a os médicos veterinários é que deveria ser encarada sob uma ótica mais carinhosa.

Não devemos nos esquecer que os profissionais de banho e tosa estão sujeitos a uma infinidade de incompreensões, bem como inúmeras fatalidades. Alguns animais saltam das mesas com uma rapidez que ofusca o olhar mais atento destes profissionais. E quantos não se quebram gravemente? Quantos não chegam às clínicas com luxações, torções, oriundas dessa relação de trabalho? Quantos não vêm a óbito por motivos desconhecidos e que não são investigados posteriormente?



Alguns animais jovens, sem as devidas defesas imunológicas, podem adoecer após uma tosa e um banho, mas nenhum proprietário compreenderá esse evento patológico e culparão sem dúvida o profissional que prestou os serviços. Sem falar em muitos outros que podem estar com uma determinada doença incubada, mas em virtude do estresse causado pela tosa e pelo banho, os sintomas se desenvolvem. O que falar dos animais que fogem de coleiras frouxas, mal colocadas pelos seus donos, que por pena ou por acharem que estão apertadas as afrouxam e entregam ao tosador ou ao recepcionista, mas quando viram as costas, seu estimado cãozinho foge colocando em pânico o coitado do dono do pet, ou o tosador? Já presenciei a fuga de um poodle na Noronha Torrezão. Fugiu da coleira de um entregador ao sair de um petshop, e o pobre do entregador atrás, carros freando, gente em pânico, aos gritos. Cenas iguais ocorrem diariamente pelas grandes cidades. Quantos animais chegam com pulgas ou carrapatos que não são visíveis aos olhos do dono? Quando tosados, os ectoparasitas aparecem com mais facilidade, mas nenhum proprietário admite que seu cão seja portador destes parasitas.

Aquela famosa frase: “─Veio daí com essas pulgas, ele nunca teve um carrapato!” é velha conhecida de todos os tosadores e donos de petshop.

Há situações que beiram o absurdo tal o cinismo com que alguns proprietários acusam o tosador ou os petshop pelos infortúnios dos seus animais.

Certa vez em uma clínica, uma chow chow que ia para banho a cada quinze dias, apresentou um pequeno eczema úmido na região dorsal do pescoço, causado por um prurido (coceira). Isso ocorreu dez dias após o banho. A proprietária ligou para a clínica se queixando, exigiu consulta grátis, ameaçou processar a clínica, dizendo ter sido o banho o causador daquele eczema. Valha-me São Francisco! Onde é que nós estamos? Mas, coloque-se no lugar do dono da clínica ou petshop, que estresse! O cão, coitado acaba sendo a maior vítima.

Quer agressão pior, do que ser arrancado do conforto do lar? Colocado numa gaiola, transportado em uma moto ou mesmo um carro utilitário? Posto numa mesa, ter os pêlos cortados com uma lâmina que pode mordiscar, puxar pêlos e pele? Algumas lâminas aquecem com o tempo de funcionamento. Virado para um lado, virado para outro, ter os pêlos dos ouvidos arrancados, focinho e patinhas raspadas, unhas cortadas, logo depois ser colocado num tanque, e na maioria das vezes encarar um banho de água fria? Fala sério!

Alguém já se deu conta o quanto isso é estressante? Há proprietários e proprietários, assim como tosadores e tosadores, enfim, há sempre os dois lados da moeda. O conselho que dou aos tosadores e ou aos donos de petshop, é a adoção de uma ficha clínica do animal, com todos os dados: particularidades, sensibilidades, alergias a produtos, manias, doenças etc., bem como um minucioso exame das condições do pêlo, da pele, dos genitais, olhos, ouvidos, boca, e de preferência na presença do cliente. Transparência é muito bom nas relações de prestação de serviços.



No mundo globalizado, não haverá espaço para amadores. Os tosadores e os petshop terão que ser extremamente profissionalizados, do contrário serão expulsos do mercado, que não aceita amadorismo. Nele, muitos profissionais serão chamados, mas pouco os escolhidos. O mercado não capacita os escolhidos, mas escolhe os mais capazes. Evitar cometer erros nas relações com os nossos clientes, onde o que está em jogo são os nossos melhores amigos, e que hoje são vistos e tratados como verdadeiros filhos é imperioso, errar é humano, mas perdoar é canino.



Dr. Pedro Nunes Caldas

É Médico veterinário, Cirurgião Geral e Ortopedista

Diretor da Veterinária Bom pastor

www.pedrovet.com.br

domingo, 15 de agosto de 2010

Nossos Clientes!!

Bethovem, Belinha, Sharlot.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Entrega de mais um certificado, do Curso de Tosa e Banho!!

Minha querida amiga Dú!! 
Beijinhos e Boa sorte nessa nova caminhada.

domingo, 4 de julho de 2010

Otite.

Otite é a inflamação do ouvido que pode ser classificada quanto à sua localização em externa, média e interna, sendo que as duas últimas, normalmente de evolução crônica, são decorrentes de otites externas não tratadas ou medicadas sem sucesso.

Dentre as otopatias que mais acometem cães e gatos, destacam-se as otites externas, podendo estar presentes em cerca de 10 a 20% dos cães levados às clinicas veterinárias. Podem ser classificadas segundo sua etiologia em: bacterianas, parasitárias, micóticas, ceruminosas e eczematosas. As causas de otite externa são muitas e na maioria dos casos crônicos, mais de uma está presente. Estas causas podem ser subdivididas em fatores predisponentes, primários e secundários.

Os fatores predisponentes são aqueles que embora não causem otite externa, aumentam o risco de seu desenvolvimento, atuando conjuntamente com a causa primária para a manifestação da doença clínica. Os exemplos mais comuns desses fatores compreendem características raciais como o excesso de pêlos nos ouvidos externos em Poodle e orelhas de Cocker Spaniel. Nessas raças são mais visíveis: umidade, ventilação inadequada dos condutos e efeitos de tratamentos anteriores, já que a conformação anatômica dos ouvidos dos cães varia de acordo com a raça.

Os fatores primários podem causar a otite externa, com ou sem a presença de fatores predisponentes ou secundários. São eles os parasitas (sarnas), as hipersensibilidades (alergia atópica), distúrbios de queratinização (seborréia), corpos estranhos (folhas, sementes, sujeira, areia e medicação seca), alterações glandulares, auto-imunes e doenças virais.

Os fatores secundários são aqueles que dificultam a resolução das otites. Normalmente são consequentes aos fatores predisponentes e primários. Compreendem as bactérias, leveduras, alterações patológicas progressivas (hiperqueratose, fibrose, edema, hiperplasia da epiderme e estreitamento do conduto auditivo).

Os principais sinais clínicos observados em animais com quadro de otite são caracterizados pelo prurido (coceira) das orelhas, eritema (vermelhidão), inclinação e balanço da cabeça, edema (inchaço), descamação, alopécia (ausência de pêlos), ulceração, dor à palpação e presença de secreção, muitas vezes associados ao odor desagradável. Todos esses sintomas quando detectados precocemente pelo responsável do animal e tratados pelo médico veterinário, aumentam as chances de cura do problema sem grande comprometimento futuro.

Uma anamnese completa associada ao exame físico e clínico sistêmico e dermatológico do animal pelo profissional fornece importantes dados sobre a causa da otite determinando um correto diagnóstico e direcionando a conduta terapêutica mais adequada. A inspeção direta das afecções dos ouvidos pode ser realizada por meio de otoscopia (exame através do uso do otoscópio), avaliação parasitológica do cerúmen e exame citológico.

A prevenção das otites deve ser feita através da limpeza periódica do canal auditivo externo e das próprias orelhas dos animais. O proprietário deve evitar a entrada de água nos ouvidos na hora do banho, evitar o uso indevido de cotonete, usar produtos adequados para limpeza, adotar medidas preventivas ao levar seu animal para banhos de mar ou piscina. Estas medidas podem auxiliar a evitar o aumento das ocorrências de otites em seus animais.

A terapia eficiente para o tratamento das otites está na dependência da identificação e controle das causas primárias e predisponentes. A colaboração do responsável do animal é extremamente importante no tratamento. Para que isso ocorra é fundamental que o mesmo seja conscientizado a respeito do problema e da sequência do tratamento, especialmente se forem necessárias diversas limpezas com o animal podendo inclusive ter que ser sedado ou até mesmo anestesiado. Condutos auditivos cheios de cerúmen ou secreção purulenta impedem que medicamentos tópicos atinjam a superfície da pele e combatam as bactérias, fungos ou parasitas.

Existem várias técnicas e produtos que podem ser utilizados para realização da limpeza dos condutos auditivos, devendo ser adaptados para cada caso. Não há um único agente ou tratamento que seja perfeito, cabendo ao médico veterinário prescrever o tratamento para cada tipo de animal e patologia. À medida que o tratamento transcorra, adaptações terapêuticas podem ser feitas em função de resultados satisfatórios ou não.

Em casos extremos pode haver a necessidade de intervenção cirúrgica, com excelentes resultados principalmente nas miíases recorrentes. Normalmente ocorre quando há severa estenose (estreitamento) do canal auditivo decorrente de otite crônica, remoção de tumores ou pólipos ou quando o animal possui uma otite média resistente à medicação. Para obtenção de melhores resultados é imprescindível que o diagnóstico primário seja estabelecido antes da cirurgia, pois muitos animais submetidos a este procedimento ainda podem continuar sofrendo de otite.

Como recomendação final aos responsáveis, diria que não há necessidade de preocupações antecipadas, pois o animal possui um mecanismo de defesa próprio que o protege não só das patologias auriculares como de outras afecções, mesmo assim, considero necessário que o mesmo seja levado com periodicidade ao médico veterinário.
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